quarta-feira, 28 de maio de 2014

O CALENDÁRIO ROMANO - ROMAN CALENDAR



         O calendário utilizado pelos romanos até o governo de Numa Pompílio, que ocorreu entre 715 e 673 Júlio César, tinha somente dez meses. Começava em março e acabava em dezembro. O início de cada mês era sempre na lua nova, portanto, cada mês tinha ora 28 ora 29 dias. Numa procedu a uma reforma e criou o ano de 12 meses, porém, somava apenas 355 dias, permanecendo, ainda uma diferença entre ele o o ano lunar.
         Os meses romanos era os seguintes:
1)   Martius – consagrado ao deus Marte, divindade da guerra, protetor dos soldados e agricultores. Durante este mês, ocorriam os festejos em homenagem a Marte.
2)   Aprilis – seu nome provém da deusa etrusca Apru, deusa primitiva do amor, correspondente à vindoura deusa romana Vênus e à grega Afrodite.
3)   Maius – dedicado à deusa Maya, mãe mitológica deus Hermes, mensageiro dos deuses na mitologia grega e seu correspondente romano Mercúrio.
4)   Iunius – era consagrado à mais poderosa deusa feminina de Roma, Juno (Iuno, Iunonis) esposa de Júpiter, o deus supremo dos romanos. Essa deusa correspondia à deusa grega Hera esposa do poderoso Zeus, de cujo nome provém a palavra Deus. Essa deusa era protetora da mulher e do matrimônio.
5)   Quintilis – era o quinto mês do ao.
6)   Sextilis – era o sexto mês do ano.
7)   September – era o sétimo mês do ano.
8)   October – era o oitavo mês do ano.
9)   November – era o nono mês do ano. 
10. December – era o décimo mês do ano.
         Esse calendário é atribuído a Rômulo. Teria iniciado pelo ano de 753 a. C. Começava sempre no equinócio da primavera, em que o dia e a noite são exatamente iguais. No hemisfério norte, ocorre no dia 20 de março. Segundo esse calendário, 61 ou mais dias sobravam, no inverno romano, que ficavam sem preocupação nenhuma até o equinócio que marcaria o início do ano seguinte.
         Em 713 a. C., Numa Pompílio fez uma reforma no calendário, acrescentando dois meses no final do ano: ianuarius e februarius. Ianuarius - era dedicado ao deus Jano (Ianus) que era uma divindade de dupla face: uma cuidava o interior da casa e a outra, o exterior. Assim, feverreiro, como era o último mês do ano, com as reformas posteriores, tornou-se o menor mês do ano.
         Februarius – era dedicado ao deus etrusco Februus divindade da morte e da purificação. Há quem afirme também que ele seria um deus da fecundidade, equivalente ao masculino da deusa Afrodite grega.
         Acontece que, pela dificuldade de obterem calendários escritos, até porque a maioria da população era analfabeta, tornando-os inúteis, o mês romano era dividido em três partes: as kalendas (kalendae), o primeiro dia de cada mês; as nonas (nonae), o 5º ou 7º dia de acordo com o mês; e os idos (idus), de acordo com o mês, 13º ou 15º dia do mês.
         As nonas ocorriam no 5º dia e os idos no 13º nos meses janeiro, fevereiro, abril, junho, agosto, setembro, novembro e dezembro.
         As nonas ocorriam no 7º dia e os idos no 15º março, maio, julho e outubro.
         LEITURA DO CALENDÁRIO
         O primeiro dia de cada mês lia-se Kalendis Januariis, kalendis Aprilibus, Kalendis Decembribus, etc.
         Assim também as nonas e os idos: Nonis Januariis, Nonis Aprilibus, Nonis Decembribus, etc. e Idibus Januariis, Idibus Aprilibus, Idibus Decembribus.
         O primeiro dia antes dessas marcas mensais (a véspera) chamava-se de Pridie. Assim, lia-se Pridie Kalendas Ianuarias, Pridie Nonas Iulias, Pridie Idus Decembres.
         O dia posterior a cada marca chamava-se Postridie. Assim, lia-se Postridie Kalendas Martias, Postridie Nonas Octobres e Postridie Idus Maias.
         Para os demais dias, lia-se contando o que faltava para a marca seguinte. Por exemplo: 29 de novembro dizia-se Ante diem tertium Kalendas Decembres; 3 de março era Ante diem quintum Nonas Martias; 8 de julho era Ante diem septimum Idus Iulias. Assim, contava-se sempre o que faltava para a marca seguinte, tantos dias para as nonas, tantos dias para os idos e tantos dias para as kaleendas.
         CALENDÁRIO JULIANO
         Esse calendário ainda continha algumas imprecisões que eram compensadas no final de cada ano. Para solucionar esses impasses, o então cônsul romano Caio Júlio César contratou, no ano 46 a. C., o astrônomo Sosígenes de Alexandria para fazer os acertos necessários.
         Inspirado no calendário solar egípcio de 365 dias, o astrônomo propôs o acréscimo de um dia no ano, apenas de quatro em quatro anos. Por que este ano passou a chamar-se bissexto? Porque o astrônomo resolveu contar duas vezes o sexto dia antes das calendas de março. Contava-se ante diem sextum Kalendas Martias e, em seguida, ante diem BIS SEXTUM Kalendas Martias. Esse sexto dia para as calendas de março, corresponderia ao nosso dia 24 de fevereiro. Eles contavam, com esse processo, duas vezes o correspondente ao dia 24 de fevereiro, que, no calendário deles, era o sexto dia antes do dia primeiro de março.
         Com o assassinato de Júlio César nos idos de março de 44 a. C., ou seja, em 15 de março, o senado romano mudou o nome do mês quintilis para iulius. O mesmo se deu com o imperador Augusto: o sextilis passou a chamar-se augustus.